quarta-feira, 27 de maio de 2015

Rush - Ame ou Odeie

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A banda canadense Rush é um perfeito exemplo da dicotomia: ame ou odeie. Dá para dividir os fãs de rock em quem ama a banda, e quem a odeia.

A principal crítica de quem não suporta ouvir Rush é baseada na peculiar voz de Geddy Lee. Sem dúvida, uma voz marcante, aguda, dependendo da música chegando a soar esganiçada. Muitos incautos até pensam que é uma mulher cantando.
Mas os fãs acham normal e distintivo o vocal dele, pois encaixa-se no estilo da banda. E, ademais, mostra o talento virtuose e técnico dele, já que Geddy, ao vivo, canta notas altíssimas e longas ao mesmo tempo em que toca baixo ou teclado com as mãos, e ainda usa os pés para controlar o pedal Taurus, algum outro teclado, ou soltar algum som programado. E faz tudo isso olhando pro horizonte. Suas habilidades são inegáveis, e como baixista possui uma destreza e estilo inconfundível, que lhe valeram inclusive ter um baixo signature da Fender.

Outras críticas dizem respeito às longuíssimas viagens instrumentais (vide o clássico 2112, p. ex.), e ao 'exagero' de notas em solos de guitarra, teclado e bateria (todo disco ao vivo do Rush tem obrigatoriamente uma faixa com solo de bateria).
Mas tal crítica também não mostra muito êxito, já que o Rush é uma banda eminentemente progressiva, embora caminhem sazonalmente pelo rock pop, componham baladas, músicas radiofônicas e temas mais objetivos. Ou seja, tudo isso faz parte do espírito sonoro do grupo canadense, que, ao contrário de muitas bandas, não  focam num só estilo. Começaram sendo uma tradicional banda de rock, lá nos anos 70, evoluíram para o rock progressivo à medida em que Geddy Lee acrescentava mais teclados, synths e efeitos às músicas, e também devido às profundas e densas letras de Neil Peart, que, por acaso, é também e 'apenas' um dos melhores bateristas do mundo!

Quanto a Alex Lifeson, o camarada loiro gente fina do Rush, sua técnica na guitarra é muito subestimada: ele possui grande habilidade e criatividade, apenas fica em menor evidência em meio à monstruosidade de Geddy e Neil. Mas Alex é justamente o ponto de equilíbrio na banda, responsável pela seção mais rock do Rush, trazendo riffs, solos e texturas diversas e interessantes. Ah, e também controla teclados e efeitos com os pés nos shows!

Enfim, dá para notar que sou daqueles que amam o Rush, que ouvem a discografia de cabo a rabo sem menosprezar nenhum de seus temas. Porém, tento sempre reconhecer e respeitar os que detestam a banda, pelos motivos citados e por mais outros.

Mas o ponto central deste pequeno texto é notar que quase não existem pessoas 'que gostem só um pouco da banda', ou 'que não gostem muito'. Quase sempre a relação é extremista e extremada. É uma pena, pois perdem a chance de conhecer mais de uma grande banda.

Pra finalizar, deixo um tema instrumental de que gosto muito, onde não dá para os detratores reclamarem, já que não tem a voz de Geddy Lee, nem viagens infinitas. Mas mostra um pouco do estilo grandioso da banda. 


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