terça-feira, 24 de maio de 2016

The Teachers Pink Floyd Tribute Band - Clube da Esquina, Fartura-SP 21/05/2016


A banda The Teachers tem o hábito de se reunir muitas poucas vezes durante o ano pra fazer shows, seja por dificuldade de reunir todos os 9 membros, seja pela escassez de espaços para tocar.
Mas quero comentar o show que fizemos no dia 21 de maio de 2016 no Clube da Esquina Botequim.
Foi o primeiro show promovido pelo bar, usando o espaço anexo do Planeta Sabor Rotisseria e Eventos (antigo Oak Bier), e apesar de não estar lotado, o bom público pagante curtiu imensamente o repertório com todos os clássicos do Pink Floyd.


Um show memorável a começar pelo som e iluminação, a cargo da Lima Som de Chavantes-SP, que além da qualidade, mostrou o apreço e empenho dos profissionais que entregaram um som absolutamente redondo, o que propiciou a banda focar apenas na música e na interação.


Outro ponto positivo foi o público extremamente cativo, que apreciaram a música e a banda de maneira exemplar, sem brigas, excessos ou descaso. 


E outro fator importante foi o local: o Clube da Esquina Botequim foi inaugurado com a proposta de oferecer pratos e bebidas de ótima qualidade, bem como de incentivar e divulgar a boa música da região. Por isso também, o evento foi coroado de êxito.

Enfim, mais um feliz show para marcar na história da banda The Teachers.




sexta-feira, 13 de maio de 2016

Ed Motta (2016) Live in Karlsruhe, Germany


Mais um bootleg sensacional do Ed Motta.
Link você encontra no Bloptical. Corre lá!



NEM PT, NEM PMDB, NEM PSDB

Eu tento ver um lado bom em todas as coisas que acontecem em nossa vida.
Falando sobre os acontecimentos políticos, eu fico feliz que, com a derrubada da Dilma, tenha acabado (ou ao menos arrefecido) a hegemonia do PT.

Por outro lado, o PT bateu muito quando o FHC era presidente para mostrar o quão ruim era o PSDB. E principalmente nas últimas campanhas, o PT tem sido mestre em desvendar as falcatruas e maracutaias de vários nomes do partido tucano. Então, o saldo positivo é que tenhamos consciência formada sobre quão tenebroso o PSDB pode ser também se voltar ao poder federal. O PT nos ajudou nesta revelação, sem dúvida.

 Pressinto agora o quão oposição o PT será em relação ao PMDB, devido à traição sofrida. Não tenho pena da traição porque o PT arquitetou o impeachment de Collor e agora, bebe de seu próprio veneno. Mas foi interessante pra quebrar de vez aquela visão idílica socialista que o PT pregava, pois era aliado do partido mais conservador e tradicional do Brasil. E um dos mais antigos partidos.

Então, agora a luta é todos contra o PMDB. E sem esquecer de que o PSDB não é uma alternativa saudável ao PT. Ao contrário, é tão pior quanto.

Dilma ou Temer?

[OPINIÃO]
Não sou a favor do Temer, assim como não fui a favor da Dilma.
Mas posso prever que, nos próximos dias e meses, vai chover de reclamações sobre a crise no país, advinda da boca de gente que até ontem não assumia que ela (a crise) existia.

A propósito, sobre a crise, eu a sinto no meu bolso, não é algo distante, que apenas ilustra capas de jornais e manchetes de tevê. O poder de compra que eu tinha no ano passado já enfraqueceu ao ponto de eu ter que cortar gastos fixos. Já liguei cancelando alguns serviços e já deixei de adquirir e consumir supérfluos, como aquelas idas à pizzaria toda santa semana. E olha que tenho emprego estável, assim como minha esposa.

Ou seja, o governo (este ou aquele) não me irá ajudar com minhas contas, não verei mudança, pelo menos não em poucos meses. Tenho que correr atrás.  Critico o governo de antes e criticarei o de agora, mas pressinto que reinará a hipocrisia por parte de muitos que proclamavam que antes a mídia hiperbolizava a crise.

terça-feira, 3 de maio de 2016

40 anos do disco The Royal Scam (Steely Dan)


Neste mês de maio de 2016, completam-se exatas 4 décadas de lançamento de "The Royal Scam", um dos melhores discos da banda Steely Dan, capitaneada com mão de ferro pelo duo Donald Fagen e Walter Becker. Lançado pelo selo ABC Records em maio de 1976 (e relançado pela MCA Records em 1979), o disco alcançou a décima-quinta posição na Billboard na época do lançamento, e também ganhou disco de ouro.

'The Royal Scam' contém alguns clássicos da banda, começando pela primeira faixa, 'Kid Charlemagne', a qual possui solo antológico e inesquecível de Mr. Larry Carlton. 'Don't Take Me Alive', 'Everything You Did'  e a faixa-título são as outras músicas que possuem solo do mestre Carlton'.

Falando ainda em seis-cordas: além de Larry Carlton, a lista de guitarristas que participaram deste disco é invejável:  Denny Dias, Elliott Randall, Dean Parks e, claro, o co-chefe Walter Becker, que faz um belo trabalho na faixa 'The Fez'.

Produzido por Gary Katz, o disco foi gravado com a cozinha altamente técnica de Chuck Rainey (baixo) e Bernard Purdie (bateria). Walter Beck também gravou baixo em algumas faixas e Rick Marotta também tocou bateria. Os teclados ficaram a cargo de Fagen, Don Grolnick, Paul Griffin, e Victor Feldman.

O clima de ironia e sarcasmo, e a incisiva crítica à sociedade fazem-se presentes novamente neste disco, cuja faixa-título relata o problemas dos imigrantes porto-riquenhos que vão para os Estados Unidos atrás do american dream, mas deparam-se com a discriminação e repulsa dos nativos.

Transparece também no álbum a famosa 'rixa' entre o grupo e a banda The Eagles. Na faixa 'Everything You Did', a banda é mencionada de maneira irônica. Em contrapartida, na famosa faixa 'Hotel California' lançada pouco tempo depois pelo The Eagles, há uma sutil citação à banda de Fagen/Backer ("They stab it with their steely knives but they just can't kill the beast"), o que só aumentou os rumores da rivalidade entre as bandas. Mas era só lenda. Timothy Schimdt, que gravou backing vocais neste disco, começou a trabalhar com The Eagles um tempo depois. E o produtor executivo de ambas as bandas era o mesmo (Irving Azoff).

Uma das minhas faixas prediletas, além é claro de 'Kid Charlemagne' é o reggae excêntrico 'Haitian Divorce', com o saboroso solo de talk box de Dean Parks.

O disco The Royal Scam antecede o álbum clássico absoluto, Aja, que foi lançado no ano seguinte, 1977. Mas aí, é outra história...


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Legião Urbana - Plágios e influências


Pra começar o texto, antes que as pedras comecem a ser miradas em minha pessoa: gosto muito de Legião Urbana, ouvi muito quando jovem, foi importante para minha formação musical e acadêmica - além de músico sou formado em Letras -, então o que pretendo registrar aqui é uma coletânea de observações sobre trechos de músicas que inspiraram a banda de maneira sutil ou descarada.

Segundo, antes de prosseguir, quero lembra-los que atestar plágios e influências escancaradas não diminui a importância da banda, e para exemplificar posso argumentar que uma das maiores e melhores bandas de rock de todos os tempos - o Led Zeppelin - é craque em plágios e chupações. Jimmy Page e cia. realmente passaram a mão em muitos riffs, letras e ideias alheias, mas isso não reduziu a grandeza e importância da banda, pois música é emoção, nem sempre pra dá explicar pela razão.

Renato Russo sempre admitiu que o punk e o pós punk inglês, bem com a New Wave e o chamado rock alternativo sempre visitaram sua vitrola. Em todas as biografias publicadas é inconteste a influência de bandas como Gang of Four, PIL, The Smiths, Sex Pistols, Joy Division, Nick Cave, Ramones, The Cure, Bauhaus, Talking Heads, além de The Beatles e outros clássicos na origem do surgimento do Aborto Elétrico, do Trovador Solitário (projeto solo de Renato) e, claro, da Legião Urbana.

Portanto, ao ouvir algumas dessas bandas citadas com mais atenção é possível encontrar várias referências, várias ideias parecidas (afinal, algumas bandas são contemporâneas da Legião), e porque, não dizer, até alguns plágios. Lembrando que plágio é algo também muito complicado e subjetivo de explicar e entender. Há várias discussões, já houve vários processos na Justiça, com muitas vitórias em vários casos internacionais e famosos, mas ainda assim não existe um 'padrão de verificação' de plágio. Ou seja, vale o bom senso e a pesquisa histórica.

Influências demais?
A música "Quase sem Querer" tem ritmo e dinâmica muito similares a 'Ask' do The Smiths. Inclusive, se já assistiu a algum show mais antigo da Legião, já deve te-lo visto dançando, usando roupas brancas e segurando rosas na mão, tal qual Morrissey fazia nos shows da famosa banda de Manchester. Lembrando que as bandas eram contemporâneas, mas lembrando também que Renato era antenado com tudo que rolava na música mundial.

'Ask' = Influência para 'Quase sem querer'?

A música 'Love is the Drug' do The Cartoons (que é uma versão mais tosca da versão original da Roxy Music de Brian Ferry) possui introdução de baixo idêntica à de 'Ainda é cedo'. Além disso, a guitarra segue os mesmos caminhos esparsos em ambas as músicas.

Indo para o caminho mais escuro do punk, e lembrando da época do Aborto Elétrico, 'Que País é Este' tem seu riff principal que é igualzinho à música 'I Don't Care' dos Ramones).

Além das músicas, caímos também no terreno fértil das letras: Renato assumiu em entrevistas que a Legião se inspirou na letra da música 'Say Hello, Wave Goodbye' da banda Soft Cell (“Take your hands off me / I don’t belong to you”) para criar 'Será' ("Tire suas mãos de mim/ eu não pertenço a você").

O começo da letra de 'Mais do Mesmo' (Ei, menino branco / o que é que você faz aqui?“) parece ser uma adaptação de “hey white boy / what are you doin’ uptown?” da música 'Waiting for the man', do Velvet Underground. E o final da letra (Todos os doentes estão cantando / Sucessos populares) parece ter sido inspirado pela letra de Poptones, do Public Image Limited ("the cassette played / poptones", [a letra conta a história de alguém que está sofrendo, doente de amor, enquanto a rádio tocava músicas pops]).

Na letra de L'Âge D'Or, Renato Russo cita a banda galesa 'Young Marble Giants'. ("Lá vem os jovens gigantes de mármore"). Renato era tão fã que tinha até uma camiseta pintada com o nome da banda. (Agradecimentos pelas dicas dadas por Ricardo Schott).

Influenciar também faz parte
Para também não só acusar a Legião de falta de criatividade, ou excesso de influências, tomemos como exemplos bandas que criaram algo que remete diretamente às criações da banda. Como por exemplo, a banda Travis na música 'Happy to Hang Around' cuja melodia da introdução remete à Vento no Litoral.
Mas, no caso, Vento no Litoral, também lembra muito a ideia da progressão e o clima soturno de 'Eternal', do Joy Division!

Semelhanças
Existem também as simples coincidências, ou seja, trechos de uma música que lembram outra, matéria que pode ser infinita, dependendo da forma como se ouve e interpreta.
Por exemplo, a introdução de 'Factory of Faith' do Red Hot Chili Peppers me remete à intro de 'Acrilic on Canvas', do disco Dois.


Enfim, é isso. A lista acima pode aumentar, conforme formos investigando e ouvindo mais, e este blog aceita sugestões de outras influências e chupações. Deixe seu comentário!

O Amor de Jesus



"O amor de Jesus / me pôs de pé e me transformou
 O amor de Jesus / me restaurou." (Marcelo Donati)



“E clamaram ao Senhor na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades”. (Salmo 107, 6)




quarta-feira, 2 de março de 2016

Review: Ed Motta - Perpetual Gateways (2016)

por: Marcelo Donati

Ed Motta prova sua inquietude musical, sempre buscando incansavelmente ultrapassar as barreiras da música fácil, compondo e gravando em vários estilos musicais, sem querer ficar preso ao funk e pop que marcaram boa parte de sua carreira. E atesta sua competência de, em meios a grandes músicos, fazer bonito e botar todo seu talento à prova.

Acompanho a carreira de Eduardo Motta há algum tempo e posso dizer que as palavras que permeiam sua nau musical são: evolução e liberdade. Nunca preso a modismos nem a rótulos, Ed Motta vem mostrar em Perpetual Gateways, mais uma vez, uma música de gente grande, em referência óbvia ao rótulo AOR - adult oriented rock, título de seu disco anterior. E a música de gente grande agora é acompanhada por músicos de gente grande, como Greg Phillingaines (Michael Jackson, Eric Clapton, Toto) Patrice Rushen, Hubert Laws, e muitos outros kats de estúdio.


A direção estilistica do álbum 'Perpetual Gateways' (LAB, 2016) parece a princípio uma continuação do AOR, como demonstram as primeiras faixas do disco. Mas conforme a audição prossegue, a piscina fica cada vez mais funda, ao aparecerem elementos do jazz, do spiritual jazz, do soul, e das baladas. O disco é dividido em dois 'portões', como fica claro no encarte: o lado soul e o lado jazz. As 5 primeiras músicas trazem a etiqueta soul recheada com vários sabores e cores. E as 5 faixas finais rotuladas simplesmente jazz evocam as várias vertentes do estilo. 

Informações técnicas: O disco foi gravado em Pasadena, California. E lançado no mundo pelo selo Membran / Must Have Jazz. Todas as músicas e letras são de autoria de Ed Motta, que também tocou Rhodes em várias faixas do disco, e foi o arranjador de 9 das 10 músicas.

Sob a produção musical de Kamau Kenyatta, a principal diferença deste para todos os outros discos lançados por Ed, é a ausência total de guitarras. Apesar de, como guitarrista, ter achado um pouco estranha essa ausência no disco, dei mais uma vez voto de confiança para as escolhas do artista tijucano. Que sempre procura surpreender positivamente seus ouvintes.

Introdução feita, passemos a uma análise faixa-a-faixa:

'Captain's Refusal' começa exalando ares de Aja (Steely Dan) em seu começo. O clavinet tocado por Greg Phillingaines dita o ritmo. E o final com várias viradas de bateria de Marvin Smith invoca mais uma vez a canção Aja. Ou seja, Ed não tem medo nem vergonha de explicitar suas referências e influências, mesmo que subjetivas.

O shuffle da bateria e o Rhodes indefectível de Ed Motta delineam a faixa 'Hyponchondriac's Fun'. Os metais relembram o clima do disco anterior (AOR). Um solo monsotr de piano (dá-lhe Greg!) encerra o tema.

Em 'Good Intentions', a voz de Ed se destaca pela potência e amplitude. O baixo de Cecil Mc Bee possui uma frase em loop que hipnotiza o ouvinte. A melodia complexa da parte B evidencia o clima 'parte funda da piscina' e antecipa o solo de piano de Patrice Rushen.

A voz bem na cara (saltando aos ouvidos) comprova a boa forma de Ed em 'Reader's Choice'. Em específico, a dobra da voz na frase 'Privacy' é bem interessante. O solo é feito pelo trumpet de Rickey Woodard.

O baixo e o ritmo de 'Heritage Déjà Vu' lembram a fase do disco Dwitza. E a linha melódica traz de volta os tempos dos 'Manuais'. Faixa dançante mas sem perder o clima sofisticado do álbum. O solo fica a cargo da lady Patrice Rushen. Interessante é que o timbre vintage e anasalado do baixo aparece bem na mix.

Começado o lado jazz do disco, a balada 'Forgotten Nickname' com seu Rhodes vibrando em estéreo é minha predileta até então. Ouvimos esta nos bastidores de um show em 2011, quando Ed gentilmente compartilhou suas ideias pra gente. E só agora a ideia viu a luz do dia e virou este belo tema.
Algo da melodia traz momentos do disco 'Chapter 9', e a voz no refrão é de arrepiar. O baixo acústico de Tony Dumas acompanha a sofisticação do piano de madame Rushen e da flauta do mestre Hubert Laws.

O jazz 'escancarado' de 'The Owner' leva o disco a alguns degraus acima dos meros artistas mortais. Solos de piano e trumpete dignas dos álbuns da fase jazzística de Herbie Hancock.

Há uma urgência na voz de Ed em 'A Town in Flames'. Como bem lembrou meu amigo Magnum Freire Nobre, há um clima do disco 'Aystelum', que foi um dos primeiros discos em que Ed teve coragem de mostrar sua faceta afro jazz,
Apesar do clima tenso e caótico da banda, reina uma clima que remete a um musical evidenciado na melodia do refrão. A cereja do bolo é o solo de flauta de Hubert Laws. E o solo em estéreo de Rhodes vai te deixar hipnotizado se você estiver ouvindo nos fones como eu.

O dueto da voz com os metais em 'I Remember Julie' é ousado, e a letra irônica provoca os hipster e indies. Mas no contexto instrumental, não há espaço para brincadeiras nem ironias. O papo é deep, véi! 

O baixo de Tony Dumas abre os caminhos do tempo composto da música de encerramento, 'Overblown Overweight', e as vozes no refrão são mais uma grata surpresa. Charles Owens (sax) é a outra surpresa. Esta música ganhou um clipe produzido pela tv francesa Culture Box, pelo selo Membran e pelo grupo 'Must Have Jazz'.




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

David Gilmour no Brasil - eu fui!


Contando um pouco sobre o grande e inesquecível momento de ter assistido ao show de David Gilmour em São Paulo no Allianz Parque em 12 de dezembro de 2015.

Não costumo ir em muitos shows de grande porte, mas não pode deixar de comparecer na primeira vinda do eterno guitarrista do Pink Floyd ao Brasil.

E o show foi simplesmente mágico! A união entre a música e o público criou uma simbiose psicodélica e viajante, com todos cantando TODAS as músicas a plenos pulmões.

Além do espetáculo musical absolutamente perfeito, o show de luzes foi um acontecimento inigualável e inenarrável.

Pra comemorar e celebrar eternamente a data, fiz um quadro com foto tirada no dia do show do Brasil pelo fotógrafo Rafael Aquino de Carvalho, emoldurando junto o ingresso e a pulseira.

O copo da Budweiser também foi exclusivo para cada dia dos shows (já vi no Mercado Livre venderem por R$ 250,00!).

A revista Guitar Player Brasil contendo cobertura exclusiva dos shows do Gilmour no Brasil.

E o kit deluxe do álbum 'Rattle That Lock' contendo DVD, CD, palheta, livretos, poster e muitas fotos é uma forma de eternizar com chave de ouro este momento único de ter visto de perto um dos maiores guitarristas do mundo!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

10 sugestões de livros


Sem qualquer ordem de importância, fiz uma lista rápida com dez livros que já li e recomendo:

O Dia do Curinga (Jostein Gaarder) - O livro mais famoso deste autor é com certeza 'O Mundo de Sofia', que é geralmente destinado a estudantes ou apreciadores de filosofia. Mas o livro que mais gostei do autor norueguês Jostein Gaarder é sem dúvida 'O Dia do Curinga'. É uma obra fantástica, pois contém uma história dentro da outra, e alterna tanto entre estas histórias que às vezes você não sabe em qual 'livro' está. Só lendo mesmo para entender. Se fosse uma música, seria um rock progressivo tipo uma faixa bem longa do Dream Theater.

O Cortiço (Aluísio Azevedo) - Sei que este é um daqueles sempre citados e requeridos em listas de livros que caem em vestibular, mas não o li por este motivo (li no primeiro ano da faculdade, por prazer, não por obrigação). É uma leitura muito difícil para engrenar por conta da estilística do autor, usando gírias e coloquialismos da época em que foi escrito. Mas, se você conseguir vencer o desafio do vocabulário, vai encontrar um enredo ótimo, uma verdadeira novela, onde há o núcleo pobre, a elite, os pobres que viram ricos e vice-versa. Realmente, é interessante notar a transição das personagens ao longo da história e é por isso que vale tanto a pena.

A Lágrima do Diabo (Jeffery Deaver) - Do autor de 'O Colecionador de Ossos' (outro ótimo romance policial), o que me atraiu foi o estudo da perícia em documentos, o estudo da caligrafia do assassino. Ficção policial com suspense de tirar o fôlego. 

Malu de Bicicleta (Marcelo Rubens Paiva) - Marcelo tornou-se famoso pelo livro 'Feliz Ano Velho', mas esta obra aqui é bem diferente, é uma ficção focada num romance, e tem um final surpreendente! Vale a leitura só pelo grand finale da história.

Noites Tropicais (Nelson Motta) - Leitura deveras prazeirosa para quem gosta de música brasileira e história cultural. O autor, que também escreveu sobre a vida de Tim Maia (livro muito bom também), viveu sempre muito perto da música e do show business, e este livro conta muitas histórias de artistas e movimentos culturais e musicais.

A Revolução dos Bichos (George Orwell) - É uma história clássica, que nos ensina a enxergar a vida e a política através de uma grande metáfora, onde os animais (porcos, cachorros e ovelhas) representam cada classe social. Não é necessário comentar muito, um livro que inspirou o disco 'Dogs' do Pink Floyd merece ser respeitado

Anjos e Demônios (Dan Brown) - Sim, eu li 'O Código da Vinci', mas achei esta história ainda melhor que a obra mais famosa. Os detalhes e as informações reais do Vaticano e de Roma são imperdíveis.

Espião de Deus (Juan-Gomes Jurado) - Baseado ou influenciado de alguma forma na trama de 'Anjos e Demônios', é um policial  que vale a leitura. Trata-se da escolha do papa sucessor a João Paulo II, e muitos mistérios, tramas e assassinatos vão expor a religião católica de um modo mais sombrio.

Gravando! (Phil Ramone) - O produtor Phil Ramone já gravou e trabalhou com muitos artistas famosos. E ele conta, de modo bastante interessante e atraente, várias histórias de bastidores de gravação, de shows famosos, de discos fantásticos, e as manias e características de muitos cantores e músicos. Imperdível pra quem gosta de música e o mundo das gravações.

Leite Derramado (Chico Buarque) - Já havia lido 'A Ópera do Malandro', bem como já li 'Budapeste', e sinceramente acho este aqui o melhor de Chico, uma estilística de gente grande.

Bônus: Entre os muitos livros, acho interesse sugerir uma obra mais recente: 'Vidas Provisórias' de Edney Silvestre.