sexta-feira, 20 de junho de 2014

10 discos que fizeram minha cabeça


Vi algumas listas de 10 discos preferidos de várias pessoas, e tentei fazer a minha que, claro, deixa de fora vários discos importantes. Impossível falar dos melhores discos de todos os tempos, pois dez é muito pouco pra listar, então pensei rápido em obras que ‘fizeram a minha cabeça’ quando jovem e escolhi rapidamente, já que essa pequena lista poderia mudar a qualquer momento!

PINK FLOYD – THE DARK SIDE SIDE OF THE MOON
Lembro que ouvia muito este disco, assim como The Wall, na casa do Sidraque, um amigo de escola, em cuja casa eu morei alguns meses, pois meus pais tinham ido embora para o interior.
Já conhecia a banda Pink Floyd do rádio, dos clipes, da famosa música 'Another Brick in the Wall Pt. 2' (na época, era muito famoso o show The Wall de Roger Waters), mas ouvir o disco Dark Side na íntegra foi uma experiência única, que abriu minha cabeça e me fez fã de Gilmour e cia., tanto é que David Gilmour é um dos meus guitarristas prediletos e que toco hoje em um tributo a esta que é a banda que mais gosto. Lembro também de ouvir muito Pink Floyd na casa do meu primo Henrique. Principalmente The Final Cut, The Division Bell e The Delicate Sound of the Thunder.

JIMI HENDRIX – A ARTE DE JIMI HENDRIX
Este disco estava jogado na casa do meu primo Henrique, e era de um tio dele. Ouvi tanto que cheguei a roubar este LP pra mim, e só devolvi alguns bons anos depois. Detalhe que esta coletânea nacional era dupla, mas só tinha restado o primeiro LP.
Hendrix moldou em muito meu gosto por tocar guitarra, e por solos de um modo geral. É uma referência na guitarra, não precisa dizer muito mais.

BLACK SABBATH – BLACK SABBATH
Eu ouvia o disco 4 do Sabbath na casa de uns amigos, e ficávamos tentando tirar na guitarra os riffs de Tony Iommi.
Um tempo depois, comprei num sebo este primeiro disco da banda e chapei! Tanto nos temas sinistros (como a faixa título) como nas músicas mais ‘alegres’ (como Evil Woman). É o disco que influenciou todas as bandas de Black metal, além de abrir caminhos para o trash e heavy metal. Realmente, um disco muito denso e importante.

DEEP PURPLE – MADE IN EUROPE
Gosto demais do Made in Japan, disco que comprei um tempo depois. Mas este Made in Europe virou minha mente quando era bem jovem. Pegava sempre o LP emprestado de algum amigo e tocava-o em casa em altíssimo volume! Poucas músicas, jams longuíssimas, e Coverdale e Hughes cantando MUITO!

DEEP PURPLE – IN ROCK  
Do Purple, 3 discos foram essenciais pra mim. Mas ao invés de citar o Made in Japan, escolho o ‘In Rock’ pela memória afetiva que tenho dele. Ouvia-o na escadaria do prédio em frente ao apartamento de uns amigos músicos. ‘Child in Time’, com os agudos uivantes de Gillan, era hipnotizante. É interessante curtir um disco sozinho, mas é igualmente interessante descobrir e ouvir sons novos em companhia dos amigos, a experiência em grupo é sempre muito ampla, com os comentários e o compartilhamento de informações.

METALLICA – RIDE THE LIGHTNING
Meu pai tinha um bar, onde eu passava o tempo ouvindo música pelo rádio e pelas poucas fitas cassetes disponíveis. Até que um amigo e frequentador do bar me mostrou este disco, e depois gravou-o pra mim, usando uma fitinha de dupla sertaneja. Foi chapante para um adolescente ouvir tamanho peso e agressividade, aliado a belas melodias na guitarra (Fade to Black). Não é o disco mais importante dos caras, mas pra com certeza mim o é.

GUNS N’ ROSES – GNR’ LIES
Ainda na época da escola, tocava muito GNR na rádio, e isso realmente marcou nossa geração. Comprei este disco num sebo, e ficávamos tocando juntos no violão o lado A inteiro. Foi com esse disco que surgiram as primeiras vontades de montar uma banda. Hoje sei que o Guns não tem muita importância no mundo do rock, mas com certeza eles abriram as cabeças de muitos jovens da época que passaram a buscar as coisas clássicas do passado, como Aerosmith, Rolling Stones, Alice Cooper, T. Rex e muitos outros. Pelo menos pra mim foi assim, e ainda é até hoje, buscando as referências e influências dos artistas que gosto.

ERIC CLAPTON – JUST ONE NIGHT
O timbre da guitarra de Clapton neste LP é cortante, incisivo, incrível! É disparado meu álbum preferido dele. Comprei-o também num sebo e ouvia na minha velha vitrolinha... A versão estendida de ‘Cocaine’ (grafada no LP como ‘She Don’t Lie’), contém uma melodia dórica típica da música japonesa, homenageando o povo onde o disco foi gravado. Clapton é também um dos meus guitarristas prediletos, e sua carreira como músico é uma aula de show business.

ERIC CLAPTON – UNPLUGGED
Acho que foi o primeiro LP que eu comprei novo, zero, na loja. Foi no antigo Mappin, no Viaduto do Chá, em SP.
Apesar deste álbum ter vendido muito, ter sido sucesso na rádio, ainda assim é um disco seminal de blues (e pop). E recomendadíssimo.

VAN HALEN – VAN HALEN
Outro disco comprado num sebo, quando eu ainda engatinhava na guitarra, foi muito importante para a visão que tenho da guitarra dentro de uma banda. ‘Eruption’ é um marco! 



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pedal Darta Effects Musket (Pink Floyd Custom Art)

A empresa Darta Effects, que faz clones caprichados e melhorados de vários pedais famosos, atendeu um pedido meu e fez um clone do pedal Musket com a arte inspirada no disco 'The Wall' do Pink Floyd, mas com fundo escuro para dar um clima de 'Dark Side of the Moon'...

Pedal muitíssimo bem-feito, componentes de qualidade, e customização a gosto do cliente. Em breve vou gravar um vídeo com alguns sons.

Uma gravação rápida e caseira que fiz com este pedal, usando-o em conjunto com um Boss CS-2, um Boss Ns-2 e um Boss DD-7:


Pra quem quiser conhecer um pouco do som do pedal original, aqui um vídeo demonstrativo.

O pedal Musket é um fuzz na linha do Big Muff, mas com mais controles, ótimo para quem toca stoner rock, grunge, e é claro, Pink Floyd, que foi o motivo para a aquisição desse pedal. No site Gilmourish (especializado no som de David Gilmour) o pedal Musket recebeu uma das melhores qualificações em se tratando de pedais que tem o som na onda do Big Muff, que é um dos sons característicos dos solos de Gilmour. Bastante ganho, muito sustain, uma distorção que casa bem com pedais de drive, compressores e boosts, e que é ótima para solos.

Enfim, um pedal que melhora muito meu setup na banda The Teachers - Pink Floyd Tribute Band.





terça-feira, 1 de abril de 2014

Backing Track - G#m (Slow tempo Classic Rock)


Uma backing track muito bem-feita e perfeita pra improvisar em G#m na guitarra (ou em qualquer outro instrumento solista).
Para baixar, clique no link abaixo:


sábado, 15 de março de 2014

Pedais na hora da gravação: menos é mais?

Recentemente, gravei uma cover para a demo que minha banda está fazendo.
Não pude levar meu amp e gravei com o que havia no estúdio, um Marshall Valvestate 8040.

Como a música era bem pop, com guitarra limpa quase o tempo todo, usei em minha Fender Stratocaster apenas os seguintes pedais:
* Afinador Polytune Mini: além de afinar, mantinha a guitarra muda entre as gravações e conversas com a banda;
* Digitech Bad Monkey: pedal do tipo Tube Screamer que usei para fazer os riffs e as frases cromáticas;
* Proco RAT2: usado para o solo.
* T.C. Electronics Spark Mini Booster: booster de volume usado para empurrar o RAT no solo e para algumas frases clean durante a música.
Cheguei a levar um delay para utilizar no solo, mas como a música tinha uma temática mais simples e direta, resolvi não usa-lo. 
O resto do pedalboard ficou do lado de fora da sala de gravação, pois seriam mais cabos interligando pedais e, consequentemente, mais ruídos e perdas de sinal.
Com isso, consegui uma gravação com mais qualidade, e sem precisar 'me perder' em meio a vários pedais, nem tem que fazer 'sapateado'. Se todos os pedais estivessem à minha disposição naquele momento, iria querer usar um chorus ou um phaser em alguma parte da música, ou outra distorção, mas resolvi ser o mais simples e objetivo possível. Acho que deu certo.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Donald Fagen - Trilogy: 10 Extras (Bonus CD)

Sugestão de um disco incrível: Donald Fagen - Trilogy: 10 Extras (Bonus CD)


Foi lançado em 2007 um box contendo os 3 primeiros discos solos de Donald Fagen (Steely Dan), e um CD extra com bonus, gravações que inexplicavelmente ficaram de fora dos álbuns oficiais.

A começar pela faixa Rhymes, que foi produzida pelo grande músico Todd Rundgren originalmente para o disco 'Morph the Cat', que Fagen lançou em 2006, mas só saiu neste box.
Há também 3 gravações ao vivo, incluindo o hit Green Flower Street.


Músicas fantásticas, com músicos fantásticos, de um gênio do pop-rock americano. Recomendo MUITO.





terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Digitech Bad Monkey x Fuhrmann Tube Drive


Realizei a comparação entre dois pedais do tipo Tube Screamer, que é um efeito de overdrive que visa simular uma válvula saturando em um amplificador, um som que propicia uma leve distorção e um médio ardido na guitarra. Podendo ser usado em praticamente qualquer estilo musical, este pedal tube screamer - e seus milhares de clones e adaptações - ficou 'famoso' com guitarristas de blues, como Stevie Ray Vaughan (que geralmente usava o TS808), e é usado como booster de volume ou ganho no pedalboard de quase todo guitarrista, pela sua versatilidade e transparência.

Os pedais aqui testados são baratos, bem construídos e com a proposta de emular o som típico de um tube screamer.
A diferença básica é que o Bad Monkey possui dois botões de tone, separados em low (graves) e high (agudos), visto que o pedal Tube Screamer tem a fama de roubar um pouco dos graves da guitarra.

Depois de assistir ao vídeo abaixo, tire suas conclusões, lembrando que as diferenças entre os pedais pode ficar muito maior se forem usados numa situação ao vivo, com mais volume do amplificador, e também  se forem usados outros tipos de guitarra. O áudio foi captador com um microfone Shure Lyrics, que capta de maneira honesta o médio do instrumento, e no Sound Forge só foi acrescentado um pouco de reverb natural, pois desliguei o reverb do amplificador para evitar ruídos.

Na nossa simples análise, a distinção entre o Bad Monkey e o Tube Drive ficou assim caracterizada:

Digitech Bad Monkey:
Prós: baixo nível de ruído, controle de graves, bonito acabamento e conta com saída Mixer.
Contras: pouco ganho, o unity gain do level está acima do meio-dia e o pedal tem som um pouco opaco, analasado, não tão na cara com um tube screamer normal.

Fuhrmann Tube Drive:
Prós: alto volume, mais ganho que o Bad Monkey.
Contras: Nível de ruído maior que o Bad Monkey, acabamento muito pobre.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Os melhores discos de 2013


Vamos lá, muda o ano, e a gente tenta elencar o que de melhor foi lançado no ano anterior.
Da minha lista incrivelmente pessoal, selecionei alguns títulos que marcaram em 2013:


  • Guilherme Arantes - Condição Humana
  • Daft Punk - Random Access Memories
  • Lucas Arruda - Sambadi
  • Ben Harper & Charlie Musselwhite - Get Up!
  • Black Sabbath - 13 
  • Ed Motta - AOR
  • Eric Clapton - Old Sock
  • Peter Frampton - Best of FCA! 35
  • Winery Dogs - Winery Dogs
  • Alice In Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
  • Deep Purple - Now What
  • Dream Theater - Dream Theater
  • John Mayer - Paradise Valley
  • Rush - Clockwork Angels Tour
  • Jimi Hendrix Experience - Miami Pop Festival
  • Earth, Wind & Fire - Now, Then & Forever 
  • The Aristocrats (2013) Culture Clash
  • Sound City - Real to Reel


Os 5 melhores:

Ed Motta - AOR: Ed Motta sempre se reinventa, descobre, aprende, e compartilha com o mundo suas descobertas. O disco AOR representa um passo a frente olhando pra trás, a música de rádio adulta dos anos 70/80. Disco perfeito.

Lucas Arruda - Sambadi: Sem palavras para descrever este lançamento, primeiro disco (de muitos que deverão vir) deste incrível e talentosíssimo músico e cantor!

Black Sabbath - 13: Um disco novo com cara de velho, que parece ter sido criado nos primórdios da banda. É quase como uma regressão, um disco arrastado, denso, pesado, e maravilhoso.

Eric Clapton - Old Sock: Mestre Clapton não precisa mais provar nada, faz o que gosta, e o que ele gosta de tocar é justamente o que a gente gosta de ouvir!

Deep Purple - Now What?!: O pessoal do Deep Purple, neste disco, parece prestar um tributo a Jon Lord, com ótimas canções e um clima sempre jovial, apesar dos membros estarem bem distantes da juventude. Som para cérebros adultos.

Peter Frampton - Best of FCA! 35: Não é um disco de estúdio, mas sim um apanhado do que rola nos shows do grande Peter Frampton. Clássicos e mais clássicos, aproveitando para relembrar o disco ao vivo Frampton Comes Alive, de 1976.




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ensaiando para o Rock in Far 2013


Mais uma vez, nosso Projeto chamado The Teachers - Pink Floyd Tribute band se reúne para ensaiar e se divertir.

Os ensaios são para o evento Rock in Far 2013, festival independente farturense que reúne bandas da região em um dia de muito rock em Fartura-SP.


Dois vídeos do ensaio:




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Menos agudo, por favor.


"Menos agudo, por favor."

Eis o meu simples conselho para quem toca guitarras do tipo strato, principalmente que toca e que gosta de uma vibe mais vintage: diminua um pouco o controle de tone da sua guitarra.

Parece uma coisa boba, sem importância, mas para alguns estilos isto é fundamental.

Quem toca em bandas de rock, classic rock, progressive rock, e som autoral calcado em sonoridade mais antiga, precisa saber que, com o advento da digitalização sonora e industrial, muitas frequências agudas e super agudas passaram a ser ouvidas e sentidas. Porém, naquelas gravações dos discos clássicos dos anos 70, como Led e Hendrix, p. ex., não havia essa abundância de agudo.

Além do mais, hoje os equipamentos, de uma forma geral, são mais bem acabados, mais bem-feitos, visando justamente cobrir e destacar todas as frequências possíveis.

Sendo assim, é realmente interessante, ao tocar um classic rock numa strato, abaixar o controle de tone na guitarra, bem como regular o amp deixando o agudo flat ou mais baixo que o médio.

Inclusive, os pequenos amplificadores transistorizados de hoje em dia, com falantes pequenos, tendem a serem bastante abelhudos, sobrando agudos.

Em um amp valvulado de média potência, o 'calor' sonoro favorecerá os harmônicos, porém sem rachar os agudos. Já num amp SS (transistor), é comum se aumentar o agudo para justamente fazer o som aparecer, porém é perigoso o som ficar extremamente irritante, devido ao intenso agudo.

Outra coisa importante: em pedais Wah-Wah true-bypass, a tendência é manter-se o som o mais íntegro possível, e alguns destes pedais -quando ligados- logicamente injetam agudo na hora em que se aperta o pedal 'no talo', portanto, é necessário regular o tone da guitarra para que o efeito não fique ardido, principalmente em sons cleans.

Com distorção e drive, também é muito interessante tirar um pouco dos agudos do instrumento, para que as notas (solos ou bases) soem bonitas, 'cantantes' (como diz um reviewer famoso), sem 'judiar' do ouvido. O som muito agudo cansa o aparelho auditivo, criando uma fadiga que faz com que se perca um pouco da vontade de ouvir aquele som por muito tempo.

À princípio, parece que, fazendo isso, você o risco de não ser ouvido dentro uma banda, numa situação ao vivo. É lógico que os demais instrumentos também precisam estar devidamente regulados, porém a dica é, principalmente em um solo, aumentar o médio do amp - e até da mesa de som, se for o caso - e diminuir um pouco os agudos, para que o solo fique 'na cara', sem ficar irritante. 

A guitarra - no contexto rock, pelo menos - é um instrumento que atua na frequência média, não pode ter muito grave para não embolar com o baixo e o bumbo (somente em alguns casos específicos), e não pode ficar muito agudo, para não competir com teclados, sopros, pratos. Mas precisa de médios para aparecer.

É uma dica bastante simples, mas MUITO importante num contexto ao vivo, para não chatear os ouvintes e produzir um som mais redondo, mais musical - e que cative seu público!

Marcelo Donati, 08 de novembro de 2013.