quarta-feira, 1 de maio de 2013

Review: Ed Motta - AOR (2013)

Um álbum pra ser ouvido no toca-fitas, passeando de carro pela ensolarada U.S. Route 101 na Califórnia, tomando um keep cooler, e usando uma camisa florida como a do Magnum P.I.


Assim é o clima que Ed Motta pretende criar no ouvinte que apreciar seu mais recente disco, AOR (Dwitza Music / LAB 344). Um álbum totalmente focado na linguagem musical AOR Westcoast, que invadiu as rádios FM no final dos anos 70 e no começo dos 80.
Steely Dan, Pages, Doobie Brothers, Todd Rundgren, Ned Doheny, Eric Tagg, Airplay, Boz Scaggs, Christopher Cross e Chicago são alguns nomes importantes que permearam e nortearam a ótica de Ed para este novo trabalho, o primeiro a ser lançado por sua própria editora musical, Dwitza Music, e distribuído em parceria com a gravadora LAB 344.

Muitas surpresas advém deste novo disco. Uma delas é que o disco foi gravado em duas versões: uma quase toda em português (com letras de Rita Lee, Adriana Calcanhoto, Edna Lopes, Chico Amaral, Dante Spinetta e o próprio Ed Motta), e outro em inglês, com letras de Rob Gallagher. O disco em português foi lançado apenas no Brasil e a versão em inglês no resto do mundo.

Outra surpresa é o time ultra-qualificado de músicos convidados. Além da banda base, que consiste em Robinho Tavares no baixo, Sérgio Melo na bateria e Glauton Campello nos pianos e teclados, o disco tem o mestre David T. Walker na guitarra, além de Bluey do Incognito, Torcuato Mariano, Chico Pinheiro, Jota Moraes, Jessé Sadoc (arranjador de metais de todas as faixas), o sempre e fiel escudeiro de Ed, Paulinho Guitarra, e muito mais.

A veia soul e a paixão jazzística pelas harmonias que são características de Ed Motta encontraram abrigo perfeito nessa nova empreitada, visto que todas as músicas exalam um apuro técnico, uma qualidade de composíção/arranjo/gravação lapidada até seu estágio mais avançado, culminando num néctar musical sofisticado e ao mesmo tempo atraente, do ponto de vista popular. AOR é a pop music servida em taça dourada. 

Faixa a faixa:

Flores da Vida Real - possui uma progressão inicial de acordes (mesma do refrão) que serve como um crachá do estilo Westcoast. O arranjo de metais de Jessé Sadoc evoca os melhores tempos d'As Segundas Intenções do Manual Prático. O solo de sax é feito pelo autor da letra, Chico Amaral, e o solo de guitarra é de Torcuato Mariano.

S.O.S. Amor - a parceria Ed Motta/Rita Lee rende um novo fruto. Com cara de single, a música une a beleza das canções de Rita & Roberto com a meticulosidade do Steely Dan. A bateria de Sergio Melo evoca o estilo funky laid back de Bernard Purdie. Solo de guitarra classudo do mestre Paulinho Guitarra. E o piano de Glauton Campello é a cereja do bolo.

Epísódio - Aqui a coisa fica ainda mais séria. No melhor estilo Jay Graydon, a intro dobrada de guitarras de Paulinho Guitarra flerta com o AOR mais Rock, enquanto que os violões de Vinícius Rosa fornecem a calma ao tema. O quarteto de metais (Aldivas Ayres, Sadoc, Marcelo Martins e Zé Canuto) semeia um riquíssimo arranjo por toda a canção. E a letra cifrada de Edna Lopes parece ser um recado para alguém.

Ondas Sonoras - O renomado e lendário guitarrista David T. Walker contribui com estilo e finesse para a rica música de Ed, cuja linda linha de baixo de Robinho remete diretamente a Boz Scaggs. Ed cria brilhantes vocais de apoio, além de tocar clavinet e percussão.

Marta -  Além de ser a mais funk do disco (dá-lhe Robinho Tavares no groove do baixo), 'Marta' reflete a paixão de Ed por narrativas de HQ, seguindo a linha de 'Nicole versus Cheng', do disco Piquenique. Ambas são de autoria de sua esposa Edna Lopes. Além do tempero irresistível de Robinho, Glauton Campello dá  show no piano acústico e no belo solo de Rhodes. E não podemos esquecer que Bluey do Incognito está pilotando a guitarra!

1978 - Outra com letra de Edna, esta foi a primeira música apresentada por Ed Motta ao grande público. Ed dobra a linha de baixo de Robinho com seu clavinet. O destaque é o flugelhorn e trompete de Jessé Sadoc (o interlúdio de metais é divino), o Rhodes de Campello e o absurdamente bonito solo de guitarra fusion de Chico Pinheiro.

Latido - Com seu arranjo de metais que remetem à fase Aystelum, é uma prova de amor de Ed para com a Argentina, o Chile e nuestros hermanos latinos que tanto o amam. Traz Dante Spineta (letra e narração), filho do falecido Spinetta, cuja música Ed tanto aprecia.
É a única do disco que quase cai fora do escaninho AOR, flertando com o spiritual jazz, o latin jazz e o funk. Mas claro, vestida e arranjada de acordo com a estética do disco. O requintado vibrafone de Jota Moraes e os pianos elétricos de Campello colaboram para o clima jazzístico. A síncopa do ritmo é envolvente, do começo ao fim do tema.

AOR - A vinheta que dá nome ao disco. Toda gravada e tocada por Ed, a letra é quase uma oração ao estilo Westcoast, além de servir para informar aos incautos como pronunciar corretamente o nome do estilo!

A Engrenagem - Desde já, minha favorita. O Rhodes de Ed é a tônica do tema, um AOR quase progressivo, e o solo de Vinícius Rosa na guitarra sedimenta o clima complexo. O magnífico solo de teclado de Rannieri Oliveira, cheio de modulações no tom, lembra o clima da música Aja, com a bateria de Sergio Melo quebrando tudo. Amazing!
E a letra, de autoria do próprio Ed Motta, parece trazer um recado implícito, um aviso, uma verdade.

Mais do que eu sei - Música que não consta do CD (só é vendida pelo iTunes) carrega influências do dito AOR Hard Rock. E ao mesmo tempo, traz reminiscências da balada do disco Piquenique, 'Carência no Frio', principalmente por causa dos violões. Mas as inéditas guitarras pesadas injetam frescor à música de Ed. E o belo solo de guitarra, todo harmonizado? Caberia tranquila em algum disco do Toto ou do Foreigner. A preferida de minha esposa.

Resumo: Discaço! A única crítica negativa a se fazer é que o álbum é muito curto, pois música deste nível é desejável de se ouvir muito, e sempre. Mas não tem como não dar 5 estrelas. Obrigado, Ed, por nos permitir ouvir sua fabulosa música.

Marcelo Donati, 1 de maio de 2013.

Bônus: Ed comenta sobre algumas parcerias no disco AOR

Reforma geral da Fender Deluxe Player's Strat


Neste mês de abril de 2013, submeti minha Fender Strato a uma reforma profunda.
A reforma e revisão foram efetuadas pelo renomado luthier Celso Freire, da Dreamer.
Celso já fez guitarras para Eduardo Ardanuy e Wander Taffo, só pra dizer o mínimo.
As fotos foram tiradas pelo próprio luthier e comparei com fotos de meu arquivo, tentando mostrar as alterações.
Vamos a elas:

# Troca do nut original por um nut Graphtech Black Tusq - este nut é feito de um material 500 mais escorregadio que grafite (!), ou seja, não produz resistência nenhuma na passagem da corda, deixando o instrumento sempre afinado mesmo nos bends e usos de tremolo exagerado (claro, desde que as tarrachas sejam boas e a ponte também!).



Troca dos trastes, que eram medium jumbo originais de fábrica, por trastes jumbo da Dunlop - os trastes originais estavam comidos, gastos, então pedi a um outro luthier que lixasse. Porém, isso acabou piorando a ação do braço, deixando o instrumento sem pegada. Mas agora, com o ótimo serviço do Celso, a troca de trastes foi realizada sem deixar nenhuma rebarba, um trabalho perfeito, e senti que fica mais fácil tocar com trastes maiores, sem no entanto perder a característica ergonômica da strato.

Blindagem com cobre - a blindagem, feita na cavidade do corpo da guitarra onde vão os captadores, forma uma Gaiola de Faraday, evitando assim ruídos e chiados.


Regulagem da alavanca e da ponte - esta foi uma das modificações que mais me agradou, visto que a  alavanca originalmente era dura de usar, o acionamento não era suave, e isso incidia em desafinar a guitarra. Agora, está muito mais suave e mais musical.

Limpeza da ponte - a ponte foi 'lavada', sumindo boa parte da ferrugem que já se avistava.

Troca dos parafusos do escudo.

Troca das capas dos knobs e dos captadores de preto para branco - quando comprei o kit Seymour Duncan SSL-1, o escudo veio com knobs e capas dos captadores em preto, mas achei que tudo em branco ficaria mais suave.


Enfim, um belo trabalho do Celso Freire que deixou a guitarra altamente profissional. Recomendo o serviço dele a todos que desejam um trabalho sério, ótimo e rápido (a reforma levou cerca de uma semana apenas).





School Booster - Pedal de boost dentro do ônibus escolar!

Eis que consegui, com a ajuda do meu sempre amigo e luthier nas horas vagas Joe, transformar meu velho ônibus escolar miniatura em um pedal.


foto do ônibus quando ainda só embelezava o amp.

Sempre achei bacana botar o ônibus escolar em cima do amp quando ia tocar (conforme comprova esta foto de 2010), só que agora resolvi que ele deveria fazer parte da 'turma de pedais'.
O trabalho foi relativamente simples: pegamos um velho pedal de booster da Black Snake, uma empresa nacional, tiramos as 'vísceras' dele e jogamos dentro do ônibus.
Sobre o booster: é um pedal baseado no MXR Micro Amp, é true-bypass (não altera o sinal do instrumento), e dá um aumento considerável (até 20db) no som, perfeito para solos. Não colore o som, só parece engordar um pouco o timbre (o que eu acho ótimo).
Este pedal era meu, e vendi há um bom tempo para um amigo, que por sua vez vendeu-o para outra pessoa,  e agora eu o reouve para transforma-lo neste "School Booster", já que sinceramente, nunca achei a carcaça do pedal original muito bonita...


A ideia seria botar a chave de acionamento em cima do ônibus - como realmente ficou -, mas havia pensado em instalar o botão de controle no capô. Porém, devido ao tamanho reduzido, ela ficou do lado, junto com o jack de saída. O jack de entrada ficou do outro lado, justamente na porta do ônibus, e o plugue de alimentação ficou na porta traseira.

Outra ideia que achei interessante foi trocar o único led vermelho simples por 4 leds de alto brilho, que foram encaixados nas 4 lanternas da frente do ônibus.


Enfim, é um pedal totalmente utilizável, que posiciono no fim da cadeia de pedais para dar um boost na hora dos solos ou mesmo deixando ligando para encorpar o som. No vídeo abaixo, não dá perceber totalmente a  ação do pedal, porque o áudio da câmera comprime o som, deixando tudo no mesmo volume. Mas garanto,  ele pode deixar tudo bem ALTO! E vai de zero a 20db sem derrubar os alunos do ônibus! ;)

sábado, 23 de março de 2013

40 anos de Dark Side of the Moon

Nesta semana, completam-se 40 anos do lançamento de um dos melhores discos do mundo: The Dark Side of the Moon. Para comemorar a data, criaram o site http://darkside40.pinkfloyd.com/#/moon que toca o disco na íntegra acompanhado de tweets dos fãs.

Coincidentemente, estamos ensaiando com nossa banda tributo ao Pink Floyd para um show na Festa Expofar 2013, em Fartura-SP no dia 31 de março de 2013.

Na foto da minha memorabilia do Pink Floyd DSOTM que estampa esta postagem, falta o livro sobre os bastidores do disco, que ainda está emprestado.

E segue a meta de aumentar esta coleção: ainda faltam o disco (LP), bem como a camiseta, outras edições do CD, bottom, palhetas, etc... ;)

E aqui, a foto de divulgação do próximo show da nossa banda:



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Susan Tedeschi e Derek Trucks - O casal real do Blues


Falemos um pouco sobre este casal de músicos que mantem acesa a chama do blues, uma união que além do casamento, deu origem a um supergrupo: Tedeschi Trucks Band!

Tomei conhecimento de Derek Trucks quando ele era uma jovem revelação do blues, tocando guitarra aos 13 anos na banda do tio, Butch Trucks, baterista da grande The Allman Brothers Band. Ele começou a carreira tocando com Buddy Guy e, em seguida, começou a tocar (e toca até hoje) com os Allman Brothers.
Detalhe que o nome dele tem a ver com o nome da ex-banda de Eric Clapton, Derek and the Dominos!

Em 1996, ele formou a Derek Trucks Band, para dar vazão a suas viagens de slides além do blues, gravando discos que ganharam prêmios ('Already Free', de 2010, ganhou o Grammy de melhor álbum de blues).

Em 2001, ele casou com a cantora, compositora e guitarrista de blues Susan Tedeschi, e em 2010 formou-se a Tedeschi Trucks Band, uma banda gigante com metais e percussão, caminhando além do blues rock.

O estilo de Derek, principalmente empunhando uma Gibson SG e um slide, é uma coisa única, um som realmente cativante, uma pegada incrível, fazendo solos altamente emotivos e repletos de feeling.

Susan Tedeschi, que é alguns anos mais velha que seu marido, começou a lançar discos solo em 1995, e seu estilo é citado como sendo um amálgama entre Bonnie Raitt e Janis Joplin, e suas influências guitarrísticas beiram Buddy Guy, SRV, Freddie King e outros.

Assim que conheci os discos da Tedeschi Trucks Band (que ganharam em 2011 o prêmio de melhor álbum de blues por 'Revelator'), comecei a correr atrás da carreira solo da Susan Tedeschi e achei bons trabalhos, principalmente o primeiro, Just Won't Burn e Back to the River, de 2008 que foi produzido por Trucks.

Enfim, dois grandes músicos que se uniram para formar uma grande família e um grande grupo de blues, folk e rock!





sábado, 12 de janeiro de 2013

As Esganadas - Jô Soares


Terminada a leitura, aproveitando as férias, do último romance de Jô Soares, As Esganadas.

Há muito um livro não me atraía pela leitura ágil, detalhes pormenorizados mas não chatos, personagens complexos mas não sonolentos, e trama burlesca mas não menos que ótima!

Jô em grande forma, usando da descrição do Rio de Janeiro da década de 30, época do Estado Novo, pouco antes da Segunda Guerra, o nazismo correndo solto na Europa.

A trama, basicamente policialesca, repletas de trocadilhos e humor inteligente característico de Jô Soares, conta sobre um psicopata dono de uma funerária, que busca freneticamente matar de forma brutal e horrível mocinhas 'acima do peso', o que no Livro gera o suspense do 'Caso das Esganadas'.

O enredo, prontinho para virar filme de grande bilheteria, possui personagens muito interessantes, como o português Tobias Esteves, encarnando uma espécie de Sherlock Holmes lusitano.

Escrita concisa, sem vícios de pedantismo literário nem vernáculos ultra difíceis, uma leitura agradável, amena e com várias tiradas e momentos engraçados.

Com certeza, o que mais me atraiu foram as descrições dos locais, das personalidades e dos acontecimentos da época retratada (1938) o que, aliada à ficção, confluiu numa história bem amarrada e aprazível.

Recomendo!

Marcelo Donati, 12 de janeiro de 2013.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cabos de guitarra - mitos e mais mitos

Continuando minhas explanações sobre timbres de guitarra:

Está na moda, por assim dizer, falar em cabos de guitarra; alguns fabricantes (em especial os nacionais) resolveram investir neste produto, e inseriram minhocas na cabeça de muitos músicos, gerando esta exaltação de cabos sem solda, cabos injetados, cabos soldados com ouro, enfim, cabos dos mais variados tipos e bitolas, fazendo crer que há uma diferença absurda entre um cabo comum (de boa marca e procedência) e um cabo 'ultra especial'.

Sem criar muitas polêmicas, a grande maioria dos músicos precisa de cabos para tocar em situações ao vivo, onde inúmeros fatores irão contribuir para que não se possa ouvir diferença NENHUMA entre um cabo médio e um cabo caro e importado.

É lógico que é necessário comprar cabos bons, e troca-los com certa frequência (de acordo com o uso), mas o que quero ressaltar é que só será útil um cabo extremamente caro em gravações (desde que haja todo o aparato correto, amps e micfonação dedicada). No mais, é puro 'clitorismo'.

Outra coisa importante: se você usa muitos pedais, é sempre bom usar cabinhos curtos para evitar que o som percorra um grande caminho e haja perda de frequências. Até mesmo o cabo da guitarra seria bom se fosse mais curto, um cabo de 10 metros com certeza trará perdas significantes, e ajudará inclusive no ruído.

Sobre os cabos com circuit-breaker (com um botão pra desligar o sinal), são interessantes para quem não tem pedaleira nem pedal de volume.

Minha preferência: Em geral, gosto de cabos de malha listrada, são mais flexíveis e menos suscetíveis a 'quebra' dos contatos. Plugues de metal com uma mola (como o da foto) que ajudam a não entortam esta parte do cabo.
Tenho usado plugues Santo Angelo e mando fazer cabos não muito finos.
Tenho também um cabo preto Santo Angelo ANGL NI, está durando um bom tempo sem ruídos ou falhas. Lembrando que são só exemplos (não faço endorsement de nenhuma marca) e são os cabos e plugues mais baratos da marca.
Obs: Plugues em L são mais frágeis, assim como plugues de cachimbo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Tenho NOJO do PT.

PT não é um partido apenas, é uma ideologia, e ideologia, qualquer estudante sabe, é sempre cega e sem limites.

Todos os partidos tem corrupção, pessoas ordinárias. Mas o PT é pior, por que ele forma e manipula 'alienados', pessoas jovens com espírito de mudança, os chamados ignorantes úteis.

Pior que do este safado do Genoíno - não falo pelo Mensalão, 'que está na moda', mas porque QUALQUER pessoa que já tenha visto/ouvido/assistido a alguma atitude dele sabe que ele é um pilantra -, são este bando de boçais alienados defendendo o indefensável, protegendo o ladrão.

Não venham querer justificar que estavam zelando pelo Genoíno, porque isso é bullshit, é mentira, é CLARO que seria muito mais fácil o Genoíno viajar para uma cidade vizinha e justificar o VOTO, como MUITOS fizeram nesta eleição.

Mas não, ele quer ver o circo pegar foto e mostrar que os militantes burros e escravizados dele tem poder, poder autoritário, selvagem, grosseiro, mas tem poder. É desse poder que devemos ter medo.

Já usei uma estrelinha vermelha no peito, quando eu era jovem e BURRO. Queria revoluções, ser contra o governo, ser oposição, blá, blá, ou seja, eu era um ignorante útil a serviço desta ideologia maldita.

Todos os partidos políticos são ruins, mas o PT é o pior, pq aliena a mente dos filiados. Faz vc ter orgulho de servir a uma causa maior. Só que os tolos não sabem que a causa é muito mais podre.





Sobre o vídeo acima: um dos homens que protegia Genoíno e bateu no repórter Oscar Filho, do programa CQC, é membro da Comissão de Ética do PT.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fourplay (2012) Espirit De Four


Review: Esprit de Four - Fourplay

Fourplay é um grupo de smooth jazz formado por all stars dos estúdios americanos (Nathan East, Bob James e Harvey Mason) e fortificado pela presença do versátil Chuck Loeb, que realmente fez por merecer seu lugar na banda, substituindo os monstros Lee Ritenour e Larry Carlton.

O disco Esprit de Four, lançado em setembro de 2012, atesta a longevidade do grupo, na ativa desde 1991. Mas o estilo suave ganhou contornos diferentes neste álbum.
Eles parecem estar buscando os caminhos do fusion, deixando o 'smooth jazz' apenas como uma cortina fugaz.
A peça de abertura, December Dream (Loeb), assemelha-se a uma suite, alternando momentos calmos e frágeis de piano e guitarra com slaps e viradas de bateria. Uma agradável surpresa logo de início.

Firefly (East/Keane) apresenta um belo solo de baixo que foge da suavidade tão comum ao grupo. E os leads, melodias dobradas com voz, imprimem todo um sotaque fusion (poderia dizer até mineiro) interessante. A música foi composta por Nathan East em homenagem ao grupo Dirty Loops, que faz enérgicas versões jazzy de pops radiofônicos.


Venus traz traços da discografia solo de Bob James, com o piano montando melodias intrincadas e progressivas, enquanto Loeb acalma o tema com seu violão de nylon.

A bateria de Harvey Mason dá o tom funk em SonnyMoon, e Bob James mostra vigor no piano elétrico. Frases em uníssono, ao estilo Chick Corea, realçam e finalizam o tema.

Bob James compôs Put Our Hearts Together após ficar tocado pela tragédia acontecida no Japão no começo do ano de 2012. Sua filha, Hilary James, então, pediu para escrever uma letra para a música, originalmente instrumental. E no disco, acabaram entrando as duas versões: uma instrumental (original) e a versão bonus cantada por Seiko Matsuda. O tema começa triste e lento, mas cresce e vai flertando com o jazz, como que lembrando o povo japonês que lutou para se reerguer depois do triste ocorrido.

Fourplay, apesar de ser um grupo eminentemente instrumental, sempre inseriu em seus álbuns baladas com voz e letra. All I Wanna Do é uma blues-ballad cantada pelo próprio Nathan East (embora pareça uma mulher cantando), e possui um solo blues de Chuck Loeb no melhor estilo de Larry Carlton!

A condução da melodia e o tema como um todo lembra Pat Metheny em Logic Of Love, embelezada pelos arranjos e acordes adocicados do grupo.

A faixa-título Esprit de Four entrega o clima smooth jazz que consagrou o grupo, relembrando momentos da fase com Lee Ritenour. Harvey Mason, autor do tema, atesta o clima de união de grupo: "Os músicos estavam adorando a maneira como o tema ia se formando no estúdio, então eu continuei no mesmo caminho. Como o disco foi surgindo por inteiro, esta música - que permaneceu sem nome durante o tempo todo da gravação - foi ganhando um sentimento de unidade, e fiquei honrado quando eles nomearam-na de 'Esprit de Four' ". O nome da música, assim como do disco, confirma a união dos quatro para a formação do álbum.

Sugoi (que em japonês significa algo como "legal, gostei, me surpreendi"), traz a influência da música oriental, da qual Bob James tornou-se especialista enquanto tentava aprender o idioma. Mas esta influência deságua na proposta versátil do grupo, incrementada com os vários ritmos e momentos.

Esprit de Four termina com a versão cantada de Put Our Hearts Together (Bob James, Hilary James), que traz a voz da cantora pop Seiko Matsuda, reforçando o clima lúgubre da melodia.
Marcelo Donati, 19 de setembro de 2012.







terça-feira, 18 de setembro de 2012

Donald Fagen - I'm Not the Same Without You



Donald Fagen – I’m Not the Same Without You
(from 2012 'Sunken Condos' album)
song released on September 17th, 2012


Since you’ve been gone, an awesome change has come about
My life is different now,
I’m not the same without you
I’m evolving at a really astounding rate of speed
Into something way cooler, than what I was before
I feel much stronger than I have in years
My mind is sharp, and my spirit’s high
Now people tell me the shape of my face is changing
I’ve grown an inch tall since you left
What in the world is going on? Please tell me

chorus:
Without you, I now have eyes to see some other destiny
A future escape of brighter things of which I belong to
her role…

I can hold my breath for a really long time now
I can hold my own
I’m not the same without you

Without you, I now have eyes to see some other destiny
A future escape of brighter things of which I belong to
her role…

Since you’ve been gone, it’s like somebody switched the stars back on
I can see into everybody’s heart, and everybody’s dreams girl
I don’t need slee? anymore,
If I close my eyes, I sleep the sleep of the gods
And no, no, no
I’m not the same without you
I’m not the same without you
I’m not the same without you
I’m not the same without you


Lyrics by Donald Fagen
Song produced by Donald Fagen and Michael Leonhart