terça-feira, 19 de maio de 2015

Review: Fender Hot Rod Deluxe III


 Amplificador Fender Hot Rod Deluxe III de 40watts.

Meu primeiro amp valvulado. Há tempos venho me organizando e pesquisando pra comprar um amplificador profissional, que atendesse aos meus objetivos e sons. Que desse pra tocar em casa, tirar músicas, mas principalmente tivesse potência para soar bem em ensaios barulhentos e como retorno em grandes palcos. Acredito que fiz uma escolha acertada, pois o amp é muito versátil, tem um timbre lindo de clean, um drive com bastante médio, e fala MUITO ALTO!
Obs: a Fender lançou recentemente um modelo chamado Fender Hot Rod Deluxe SE, fabricado na China e com falante da própria Fender. Mas o modelo que comprei é o tradicional, feito no México, com falante Celestion.  

Para resenha-lo melhor, escolhi um texto do site Music Radar que faz uma análise bem minuciosa. Traduzi e adaptei o texto, o qual segue:


Fender Hot Rod Deluxe III Combo
Um dos amplificadores mais populares do mundo.

Por Mick Taylor (site Music Radar) em 29 de setembro de 2010.

O projeto dos amplificadores Hot Rod (Deluxe, Deville, Blues Jr.) começou em 1995 quando Ritchie Fliegler passou a trabalhar na Fender, vindo da empresa Marshall, e descontinuou os amps de maior sucesso da época – Blues DeVille e Blues Deluxe – e atualizou-os para o status de Hot Rod, adicionando um estágio extra de drive.

O canal clean dos amps Hot Rod são ótimos para serem usados com pedais, devido ao seu alto headroom e seu alcance dinâmico.

Em 2010, foi lançada a versão III, que inclui um novo painel, novos potenciômetros, um drive mais ‘tight’ (firme), e novos falantes.

O acabamento padrão é de Tolex preto (embora existam versões limitadas na cor vermelha, branca, sunburst, tweed, etc), e segue os modelos anteriores do Hot Rod.
A grande mudança na versão III é o painel de controle, que antes era prateado (metálico espelhado), com os textos dos botões de ponta cabeça.
Agora, este painel é preto, com os letterings (textos dos botões) virados para a frente do amp, de modo que o músico possa ler os controles estando de frente para a caixa. Parece uma pequena mudança, mas é algo que os usuários das versões anteriores sempre reclamavam.

Os controles permanecem os mesmos das versões anteriores, com 2 canais alimentados por um trio de válvulas 12AX7. Há duas entradas, a primeira de 1 mega-ohm, e uma segunda mais baixa, que atenua um pouco os agudos e o volume geral, indicada para tocar em quartos e ensaiar em baixos volumes, bem como para usar com guitarras com captadores de alta saída ou buscando um som mais aveludado na praia do jazz.

O canal normal (clean) tem um único botão de volume sem controle de master, e há um switch de bright para um brilho extra, além do botão de presence se você quer ainda mais destaque neste canal. Seria interessante se o amp tivesse um controle de volume master separado além do botão de volume, o que contribuiria em versatilidade, principalmente em baixos volumes, onde seria fácil de balancear com os canais de drive, mas a Fender escolheu manter tudo mais simples por aqui.
O segundo canal (drive) possui um modo adicional chamado ‘more drive’ selecionável pelo painel ou pelo footswitch incluso. Com este foot de dois botões, você pode ter 3 sons a seus pés – limpo, drive e ainda mais drive.

As duas principais mudanças em relações às outras versões da linha Hot Rod estão neste canal de drive: a Fender afirma que a distorção da versão III está mais ‘tight’, mais firme, mais dura, mais ‘na cara’, com mais ataque e menos embolado nas cordas graves. Isto é o que diz Shane Nicholas, gerente sênior da Fender.
E os controles de volume e agudo estão agora mais graduais.

“O amp Hot Rod Deluxe tinha uma fama, entre alguns usuários, de ser baixinho no volume 1 e1/2 e barulhento no volume 2”, diz Shane Nicholas. “Então, nós mudamos a curva do controle para uma melhor e mais suave resposta. Fizemos o mesmo com o controle de agudos. Isso é apreciado principalmente pelos músicos que usam o amp em casa”.
Claro que pode parecer estranho que alguém compre um Hot Rod Deluxe de 40w pra tocar apenas em casa, mas não importa, o pessoal da Fender entedeu que seria uma enorme vantagem entre os músicos e realizou essa mudança significativa.

“O reverb do Hot Rod é de encharcar mesmo, o som profundo que emana do amp quando este controle alto é quase surreal, e faz você tocar frases ‘stacatto’ com pausas bruscas só para sentir a resposta do reverb, bem como dedilhar acordes e frases melódicas o dia todo”.
Há ainda os jacks ‘Preamp Out’ e ‘Power Amp’, que são na verdade o send e return do amp, para poder usar pedais e efeitos entre o pré e o power do amplificador. Não há controle individual nesta seção, então pode ser que haja alguns problemas de volume com alguns pedais que não tenham seus próprios controles de atenuação.

Falando em pedais, não existe diferença em plugar certos pedais diretamente no input do amp ou no loop (send/return), principalmente pedais de drive. O canal normal (clean) do amp acomoda muito bem pedais, devido ao seu alto headroom e alcance dinâmico, e esta versão III é ainda melhor que seus predecessores. Claro que é interessante testar pedais de ambiência (delas/reverbs) dentro do send return, pois ficarão depois do drive do amp e responderão melhor, sem embolar. Try it!

Uma questão pertinente são os cabos muito fininhos do tanque de reverb. Seria interessante troca-los futuramente.
O reverb não é movido a válvulas como nos modelos mais profissionais da Fender, como o Super Sonic ou os modelos vintage ou reissue. Mas ainda assim é clássico, e nada de digital.


E uma das mudanças mais significativas nesta versão III é o falante Celestion (na versão padrão, o modelo é o G12P-80) no fim do power do amp, movido por duas válvulas 6L6. Antes, o falante usado era da marca Eminence.
Substituir o falante sempre foi uma modificação comum a usuários dos Hot Rods, então a Fender entendeu e decidiu por este Celestion, que não é tão distante assim de um Celestion Seventy 80.


Sonoridade
O som clássico limpo de Fender é a característica mais marcante de um amp equipado com válvulas 6L6. Este Hot Rod tem todo aquele ‘shimmer’ e brilho para fazer captadores single-coils cintilarem, mas sem esquecer do grave preenchedor e de um médio levemente esculpido (scooped).
É interessante que o dito acima funciona bem quando usado com uma guitarra e um cabo de alta qualidade!
Conforme você vai aumentando o volume deste canal e também a sua ‘pegada’, vai sentindo um leve overdrive, especialmente se estiver usando guitarras com humbucker. Mas estamos falando de volume alto mesmo. Com ou sem pedais, este canal pode ultrapassar o volume de muitos bateristas!
O reverb é doce, estilo old-school e bastante interessante, mas pode começar a ficar indefinido se você passar o controle ‘acima do meio dia’, e começa a ficar em desvantagem quando comparado com circuitos mais avançados, como os dos amps Vox AC30 e Mesa Lone Star. Ainda assim, é infinitamente melhor que muitos reverbs digitais de outros amps de valor menor ou igual a esse.
O canal de drive realmente mudou bastante em relação aos Hot Rods anteriores. Há uma tendência para o Overdrive soar perturbadoramente interessante, especialmente com single coils.

Mudando o canal para o modo ‘More Drive’, o Hot Rod Deluxe III notadamente apresenta uma distorção mais rica, com mais ‘harmônicos musicais’, e não fica lamacenta, embolada, a menos que você adicione muito grave na equalização.
Há ainda muito high-end, ou seja, aqueles agudos cortantes neste canal, o que é especialmente poderoso para humbuckers e guitarras com som mais velado, como stratos e teles vintages. Se sua guitarra é moderna, você certamente irá querer diminuir um pouco o tone do seu instrumento.
Este amp tem bastante drive; com o controle no máximo, é cheio, saturado, no estilo dos blues de Gary Moore, com ricos médios de boutique, e atende bem até em áreas de heavy metal clássico, especialmente se você diminuir os médios.
Saindo do modo ‘More Drive’ e voltando ao canal Drive (o led muda de vermelho para verde), o ganho adapta-se bem a um crunch rock ou a um blues. Dependendo da guitarra, pode soar mais suave, com um timbre tipo Hendrix ou SRV, ou mais estridente e quase punk como Artic Monkeys ou Strokes, ou ainda pode soar como classic rock. (nota do tradutor: usando caps vintages SSL-1 na minha strato, o canal More Drive lembra a atitude de Joe Walsh em Life’s Been Good).

Os dois canais (clean e drive/more drive) compartilham os mesmos controles de EQ, mas apesar disso parece haver um consenso e equilíbrio entre os canais. Nota-se que ao colocar o controle de drive entre 5 e 9 (vai até 12), dá pra tocar a maior parte dos blues e classic rocks (dependendo sempre do tipo de guitarra usada).

Analisando o falante, é realmente uma melhora em relação ao Eminence. É menos espinhos nos médio-agudos e nos graves na maioria das situações.
Enfim, um amp ‘superb’. Fender acerta a mão em prover este amp de amplo leque de tons, do clássico clean famoso da marca, até a sons mais saturados e repletos de harmônicos.
O Hot Rod é famoso desde que foi lançado, mas este updates (drive mais forte, controles melhorados e um falante melhor), são mudanças que todos os músicos irão aprovar.
O único fator a se ater com atenção neste Hot Rod Deluxe III é a maneira com que você interage com ele. Como não há equalizadores para cada canal, nem controles separados de ganhos para os modos drive/more drive, a versatilidade deste amp depende também dos controles da sua guitarra e dos seus dedos, claro.

Não são muitos amps que oferecem a dinâmica e flexibilidade do Hot Rod, e isso é algo positivo a se considerar em adquiri-lo
Os amps Hot Rod Deluxe são populares por uma boa razão, e esta versão III cheia de upgrades pretende prosseguir esta excelente reputação.

(tradução/adaptação: Marcelo Donati)


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Les Paul Condor CLP II S


Minha nova aquisição.
Uma guitarra honesta, equilibrada, uma Les Paul com seus graves característicos mas com brilho e agudos interessantes e presentes.
Considerando o preço que paguei neste instrumento (que segundo informações do dono anterior possui mais de 5 anos de uso), foi um dos melhores investimentos que já fiz, considerando o custo benefício.

Posto isso, é importante deixar claro que esta é uma guitarra boa mas mediana, ou seja, não vou ficar dizendo asneiras como: "pra que pagar dez mil reais numa Gibson, se dá pra fazer o mesmo com uma Condor dessas?".
É óbvio que a guitarra está numa classificação média, dá pra tocar, pra gravar, dá para usa-la para fins profissionais sem maiores problemas, mas acho válido informar que falta a robustez de uma guitarra superior, falta cuidado em alguns detalhes de acabamento. Não que a guitarra seja mal-feita, mas olhando com cuidado, percebe-se algumas pequenas falhas. O braço precisa de uma regulagem mais apurada, o nut é um pouco alto, resultando em variações na afinação entre corda solta e corda pressionada, principalmente na corda sol.

O timbre é bem interessante, conforme dito acima. Já fiz alguns testes em meu home-studio, inclusive gravei um tema de pseudo jazz, que pode ser escutado aqui.

Pelas fotos, dá pra ver a beleza do tampo em goldtop, as marcações em madrepérola do braço, o charme da cor branca envelhecida naturalmente dos frisos, botões e escudo. É uma guitarra que chama a atenção pela beleza das cores e das formas, com poucas variações no design em comparação com uma Les Paul Gibson.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Criando uma estampa de camiseta (Eric Clapton)

Procurei para comprar uma camiseta com estampa do Eric Clapton, mas achei poucas no Brasil, e essas poucas opções não me agradaram.
E comprar fora do Brasil está realmente fora de cogitação nestes tempos de dólar aditivado com viagra...

Resolvi então criar uma estampa própria, pegando imagens no Google e fazendo ajustes e correções no Photoshop.
Combinei o logotipo de Eric do disco '461 Ocean Boulevard' com uma caricatura/ilustração de autor desconhecido (se a assinatura estivesse no desenho original, eu a manteria).
Ajustei detalhes, limpei o logo e o desenho, e resolvi trocar a inscrição 'Fender' feita na guitarra à mão por um logotipo real da marca.

O resultado:
Quando resolver encomendar uma camiseta com o desenho, eu atualizo esta postagem.

UPDATE, 01 de abril de 2015 (1º de abril, mas não é mentira, ok?)
A camiseta chegou, e como prometido, atualizei a postagem.

Eis uma foto da camiseta:


Fugi um pouco do estereótipo clássico de camiseta preta, então encomendei uma camiseta azul escuro. A malha é boa, e aparentemente de boa qualidade.
O desenho impresso não tem uma qualidade fantástica de resolução, mas dá pro gasto.
E o legal é poder usar uma camiseta com uma estampa única e exclusiva!

Detalhe: a camiseta chegou na semana em que Eric Clapton completa 70 anos!

domingo, 8 de março de 2015

Gear do último show

Setup de pedais do show com a Dani Beneducci do dia 06 de março de 2015:

Ordem do sinal:
Wah MXR CAE MC 404
t.c. electroni Polytune mini
Boss NS-2 noise supressor
na cadeia do NS-2:
*Boss CS-2 Compressor
*Ibanez Tube Screamer
*Marshall Shredmaster
*Proco RAT2
depois do NS-2:
t.c. electronic Spark Mini Booster
Boss CE-2 Chorus
Nux Mod Core
Boss DD-7 Digital Delay
t.c. electronic HOF mini



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Comparando 3 pedais de Chorus

Comparando 3 pedais de efeito chorus bem diferentes entre si:

Boss CE-2 x Boss CH-1 Super Chorus x Nux Mod Core


Falando um pouco sobre cada pedal testado:
O Nux Mod Core é um multi-efeito barato e com sons razoáveis e plenamente utilizáveis. Neste teste, obviamente, usei apenas o chorus dele, mas os outros efeitos são interessantes. Vale a pena pra quem precisa de vários efeitos de modulação mas não tem espaço no board ou pra quem está com orçamento apertado.
O Boss Super Chorus CH-1 é um dos pedais de chorus mais vendidos da Boss, presente em boards de inúmeros guitarristas, famosos ou não. Pedal honesto, com um chorus mais oitentista, mais 'shiny', com ênfase nos agudos. No caso o pedal aqui usado tem placa digital (SMD).
E o Boss Chorus CE-2 é um clássico. Usado por David Gilmour entre outros, parou de ser fabricado nos anos 90, e é um dos pedais de chorus mais imitados pelos outros fabricantres de efeitos. O pedal aqui testado é japonês, datado de 1980, uma relíquia com som profundo e envolvente.

Eis o teste.

.

Considerações finais:

Ao invés de falar qual o melhor pedal de chorus entre os 3 pedais testados, vou mostrar minha opinião pessoal: são três pedais com características diferentes, mas todos são totalmente utilizáveis quando se precisa ou se quer usar este efeito.
Atualmente, meu predileto é o CE-2, por várias razões, mas ainda uso os outros dois em várias situações musicais.
É isso.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

10 discos que fizeram minha cabeça


Vi algumas listas de 10 discos preferidos de várias pessoas, e tentei fazer a minha que, claro, deixa de fora vários discos importantes. Impossível falar dos melhores discos de todos os tempos, pois dez é muito pouco pra listar, então pensei rápido em obras que ‘fizeram a minha cabeça’ quando jovem e escolhi rapidamente, já que essa pequena lista poderia mudar a qualquer momento!

PINK FLOYD – THE DARK SIDE SIDE OF THE MOON
Lembro que ouvia muito este disco, assim como The Wall, na casa do Sidraque, um amigo de escola, em cuja casa eu morei alguns meses, pois meus pais tinham ido embora para o interior.
Já conhecia a banda Pink Floyd do rádio, dos clipes, da famosa música 'Another Brick in the Wall Pt. 2' (na época, era muito famoso o show The Wall de Roger Waters), mas ouvir o disco Dark Side na íntegra foi uma experiência única, que abriu minha cabeça e me fez fã de Gilmour e cia., tanto é que David Gilmour é um dos meus guitarristas prediletos e que toco hoje em um tributo a esta que é a banda que mais gosto. Lembro também de ouvir muito Pink Floyd na casa do meu primo Henrique. Principalmente The Final Cut, The Division Bell e The Delicate Sound of the Thunder.

JIMI HENDRIX – A ARTE DE JIMI HENDRIX
Este disco estava jogado na casa do meu primo Henrique, e era de um tio dele. Ouvi tanto que cheguei a roubar este LP pra mim, e só devolvi alguns bons anos depois. Detalhe que esta coletânea nacional era dupla, mas só tinha restado o primeiro LP.
Hendrix moldou em muito meu gosto por tocar guitarra, e por solos de um modo geral. É uma referência na guitarra, não precisa dizer muito mais.

BLACK SABBATH – BLACK SABBATH
Eu ouvia o disco 4 do Sabbath na casa de uns amigos, e ficávamos tentando tirar na guitarra os riffs de Tony Iommi.
Um tempo depois, comprei num sebo este primeiro disco da banda e chapei! Tanto nos temas sinistros (como a faixa título) como nas músicas mais ‘alegres’ (como Evil Woman). É o disco que influenciou todas as bandas de Black metal, além de abrir caminhos para o trash e heavy metal. Realmente, um disco muito denso e importante.

DEEP PURPLE – MADE IN EUROPE
Gosto demais do Made in Japan, disco que comprei um tempo depois. Mas este Made in Europe virou minha mente quando era bem jovem. Pegava sempre o LP emprestado de algum amigo e tocava-o em casa em altíssimo volume! Poucas músicas, jams longuíssimas, e Coverdale e Hughes cantando MUITO!

DEEP PURPLE – IN ROCK  
Do Purple, 3 discos foram essenciais pra mim. Mas ao invés de citar o Made in Japan, escolho o ‘In Rock’ pela memória afetiva que tenho dele. Ouvia-o na escadaria do prédio em frente ao apartamento de uns amigos músicos. ‘Child in Time’, com os agudos uivantes de Gillan, era hipnotizante. É interessante curtir um disco sozinho, mas é igualmente interessante descobrir e ouvir sons novos em companhia dos amigos, a experiência em grupo é sempre muito ampla, com os comentários e o compartilhamento de informações.

METALLICA – RIDE THE LIGHTNING
Meu pai tinha um bar, onde eu passava o tempo ouvindo música pelo rádio e pelas poucas fitas cassetes disponíveis. Até que um amigo e frequentador do bar me mostrou este disco, e depois gravou-o pra mim, usando uma fitinha de dupla sertaneja. Foi chapante para um adolescente ouvir tamanho peso e agressividade, aliado a belas melodias na guitarra (Fade to Black). Não é o disco mais importante dos caras, mas pra com certeza mim o é.

GUNS N’ ROSES – GNR’ LIES
Ainda na época da escola, tocava muito GNR na rádio, e isso realmente marcou nossa geração. Comprei este disco num sebo, e ficávamos tocando juntos no violão o lado A inteiro. Foi com esse disco que surgiram as primeiras vontades de montar uma banda. Hoje sei que o Guns não tem muita importância no mundo do rock, mas com certeza eles abriram as cabeças de muitos jovens da época que passaram a buscar as coisas clássicas do passado, como Aerosmith, Rolling Stones, Alice Cooper, T. Rex e muitos outros. Pelo menos pra mim foi assim, e ainda é até hoje, buscando as referências e influências dos artistas que gosto.

ERIC CLAPTON – JUST ONE NIGHT
O timbre da guitarra de Clapton neste LP é cortante, incisivo, incrível! É disparado meu álbum preferido dele. Comprei-o também num sebo e ouvia na minha velha vitrolinha... A versão estendida de ‘Cocaine’ (grafada no LP como ‘She Don’t Lie’), contém uma melodia dórica típica da música japonesa, homenageando o povo onde o disco foi gravado. Clapton é também um dos meus guitarristas prediletos, e sua carreira como músico é uma aula de show business.

ERIC CLAPTON – UNPLUGGED
Acho que foi o primeiro LP que eu comprei novo, zero, na loja. Foi no antigo Mappin, no Viaduto do Chá, em SP.
Apesar deste álbum ter vendido muito, ter sido sucesso na rádio, ainda assim é um disco seminal de blues (e pop). E recomendadíssimo.

VAN HALEN – VAN HALEN
Outro disco comprado num sebo, quando eu ainda engatinhava na guitarra, foi muito importante para a visão que tenho da guitarra dentro de uma banda. ‘Eruption’ é um marco! 



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pedal Darta Effects Musket (Pink Floyd Custom Art)

A empresa Darta Effects, que faz clones caprichados e melhorados de vários pedais famosos, atendeu um pedido meu e fez um clone do pedal Musket com a arte inspirada no disco 'The Wall' do Pink Floyd, mas com fundo escuro para dar um clima de 'Dark Side of the Moon'...

Pedal muitíssimo bem-feito, componentes de qualidade, e customização a gosto do cliente. Em breve vou gravar um vídeo com alguns sons.

Uma gravação rápida e caseira que fiz com este pedal, usando-o em conjunto com um Boss CS-2, um Boss Ns-2 e um Boss DD-7:


Pra quem quiser conhecer um pouco do som do pedal original, aqui um vídeo demonstrativo.

O pedal Musket é um fuzz na linha do Big Muff, mas com mais controles, ótimo para quem toca stoner rock, grunge, e é claro, Pink Floyd, que foi o motivo para a aquisição desse pedal. No site Gilmourish (especializado no som de David Gilmour) o pedal Musket recebeu uma das melhores qualificações em se tratando de pedais que tem o som na onda do Big Muff, que é um dos sons característicos dos solos de Gilmour. Bastante ganho, muito sustain, uma distorção que casa bem com pedais de drive, compressores e boosts, e que é ótima para solos.

Enfim, um pedal que melhora muito meu setup na banda The Teachers - Pink Floyd Tribute Band.





terça-feira, 1 de abril de 2014

Backing Track - G#m (Slow tempo Classic Rock)


Uma backing track muito bem-feita e perfeita pra improvisar em G#m na guitarra (ou em qualquer outro instrumento solista).
Para baixar, clique no link abaixo:


sábado, 15 de março de 2014

Pedais na hora da gravação: menos é mais?

Recentemente, gravei uma cover para a demo que minha banda está fazendo.
Não pude levar meu amp e gravei com o que havia no estúdio, um Marshall Valvestate 8040.

Como a música era bem pop, com guitarra limpa quase o tempo todo, usei em minha Fender Stratocaster apenas os seguintes pedais:
* Afinador Polytune Mini: além de afinar, mantinha a guitarra muda entre as gravações e conversas com a banda;
* Digitech Bad Monkey: pedal do tipo Tube Screamer que usei para fazer os riffs e as frases cromáticas;
* Proco RAT2: usado para o solo.
* T.C. Electronics Spark Mini Booster: booster de volume usado para empurrar o RAT no solo e para algumas frases clean durante a música.
Cheguei a levar um delay para utilizar no solo, mas como a música tinha uma temática mais simples e direta, resolvi não usa-lo. 
O resto do pedalboard ficou do lado de fora da sala de gravação, pois seriam mais cabos interligando pedais e, consequentemente, mais ruídos e perdas de sinal.
Com isso, consegui uma gravação com mais qualidade, e sem precisar 'me perder' em meio a vários pedais, nem tem que fazer 'sapateado'. Se todos os pedais estivessem à minha disposição naquele momento, iria querer usar um chorus ou um phaser em alguma parte da música, ou outra distorção, mas resolvi ser o mais simples e objetivo possível. Acho que deu certo.