sábado, 29 de janeiro de 2011

Os melhores (ou não) discos de 2010

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2010 acabado, hora de passar a limpo e ver o que de bom os artistas lançaram ano passado.

Começando: alguns discos me despertaram enorme curiosidade, e fui correndo atrás. Lista de todos que me interessei por ouvir:
Walter Trout (2010) Common Ground
Capital Inicial (2010) Das Kapital
Djavan (2010) Ária
Emilio Santiago (2010) Só Danço Samba
João Donato Trio (2010) Sambolero
Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz (2010)
Pata de Elefante (2010) Na Cidade
Herbie Hancock (2010) The Imagine Project
Fourplay (2010) Let's Touch The Sky
Jeff Beck (2010) Emotion And Commotion
Pat Metheny (2010) Orchestrion
Paul Gilbert (2010) Fuzz Universe
Yngwie J. Malmsteen (2010) Relentless
Elton John & Leon Russell (2010) The Union
Phil Collins (2010) Going Back
Allen & Lande (2010) The Showdown
Angra (2010) Aqua
Black Country Communion (2010) Black Country
Black Label Society (2010) Order Of The Black
Eric Clapton (2010) Clapton
Extreme (2010) Take Us Alive
Jimi Hendrix (2010) Valleys Of Neptune
Joe Bonamassa (2010) Black Rock
Ozzy Osbourne (2010) Scream
Robert Plant (2010) Band Of Joy
Santana (2010) Guitar Heaven The Greatest Guitar Classics of All Time
Scorpions (2010) Sting In The Tail
Shaman (2010) Origins
Slash (2010) Slash
Spock's Beard (2010) X
Stone Temple Pilots (2010) Stone Temple Pilots
The Orb Featuring David Gilmour (2010) Metallic Spheres
Buddy Guy (2010) Living Proof
Marcelo D2 - Canta Bezerra Da Silva (2010)
Jorn - Dio (Tribute Album To Ronnie James Dio) (2010)
Alicia Keys (2010) Queen Of The Keys
Gil Scott-Heron - I'm New Here (2010)
Incognito - Transatlantic R.P.M. (2010)
Blind Guardian (2010) At the Edge of Time
Jamiroquai (2010) Rock Dust Light Star
Jose James (2010) Blackmagic
John Legend and the Roots (2010) Wake Up!
Sade (2010) Soldier Of Love
Iron Maiden (2010) The Final Frontier
George Duke (2010) Deja Vu
The Doobie Brothers (2010) World Gone Crazy
Marku Ribas (2010) 4 loas
Michael Jackson (2010) Michael
Mr. Big (2010) What If (cujo lançamento oficial é em 2011, mas como vazou antes...)

Uns muito bons, outros muito ruins. O sueco Malmsteen volta com o heavy de sempre, com as muitas notas sem sentido, mas com algumas faixas interessantes. Elton John faz parceria com Leon Russel e traz um disco triste e bonito. O CD do Jimi Hendrix só tem uma nova, então nem merece comentário. O tributo do Jorn ao falecido Dio é bom. Uma grande voz homenageando "a voz" do metal.
George Duke é smooth jazz de sempre, sem ousadia, bem como o novo do Fourplay.
Marcelo D2 recriou sem ousar muito as bem-humoradas composições de Bezerra então, não se comprometeu.
Santana realmente entrou num baú escuro e escuso, de onde não quer sair. O guitarrista não precisava ganhar dinheiro com estas regravações insossas. Poderia investir em trabalho autoral e evoluir. Uma pena...
Djavan também preferiu investir em repertório alheio, embora a finesse e o tratamento tenham deixado o disco com um ar de coisa de gente grande, as músicas pareceram quase autorais. Bons músicos ajudaram nesta lapidação e elegância.
Black Country Communion é uma reunião de grandes músicos, mas só uma música realmente despertou meu interesse. Nem sempre ótimos músicos significam uma grande banda!
Shaman e Angra lançaram discos em 2010, como se ainda pulsasse uma competição entre ambas. Não gostei muito de nenhum dos dois, embora confesse que raramente tenho ouvido este tipo de prog metal, preferindo coisas mais clássicas e 'simples'. Achei o Cd do Angra um pouco 'exagerado' no começo, uma tentativa desesperada de mostrar serviço e competência... Uma faixa de abertura de 6 minutos é muito longa.  Nas demais músicas, muitas frases, muitas notas, pouco sentimento. O do Shaman também é mediano, logicamente  muito aquém do clássico álbum 'Ritual'.
O novo do Michael Jackson, com sobras de estúdio, eu só consegui ouvir uma vez, então nem vou perder tempo com esse...

Agora, vamos de fato aos melhores, na minha estrita opinião:
Mr. Big (2010) What If - O Mr. Big voltou com a formação original e, embora não tenham feito o melhor disco da carreira, este é sem dúvida uma volta aos velhos tempos, sob nova ótica. Paul Gilbert diminiu os drives, abusou dos single coils para resgatar um som setentista, que casou melhor com a voz 'wannabe Paul Rodgers' de Eric Martin, que continua cantando muito. A surpresa deste álbum é que não há nenhuma balada pronta pras FMs, como To Be With You ou Wild World, apesar de algumas canções lentas muito bonitas, o que mostra que eles não voltaram por oportunismo, mas sim para fazer aquele hard virtuose com qualidade e feeling. Uma das músicas que posso destacar (pela construção pop) é "All the Way Up"

Eric Clapton (2010) Clapton - É difícil falar de um dos meus ídolos de maneira imparcial. Clapton realmente fez um bom trabalho neste disco, prosseguindo em seu caminho pop, sem esquecer as raízes blues. O disco inteiro é ótimo, não vou perder tempo sugerindo uma ou outra.
Única crítica é a capa e o título do disco, tudo muito simples (esse cabelo está meio feio, não?)...




Entre os tantos lançamentos, gostei muito do disco do Slash, que acertou a mão nos convidados e nos temas, um discaço. Slash não parou no tempo, e soube conciliar sua guitarra com artistas mais novos, rendendo um álbum interessante e cheio de climas.

E dos nacionais, o grande Marku Ribas também retornou ao mercado com um disco incrível. Pena que não seja tão conhecido pelas massas, porque o cara tem talento, e muito.

Faltaram muitos discos pra citar, comentar, e pouco tempo pra escrever. Paramos por aqui.

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